Emicida

Musicografia

Ver todos as faixas desde Álbum
Medium_pra_quem_ja_mordeu

Pra quem já mordeu um cachorro por comida até que eu cheguei longe

mixtape 2009 Laboratório Fantasma

"Bom, tá ai a mix tape, fita mixada, cd, chamem como quiserem, o importante é que ela ta ai. Produzida de forma artesanal novamente, para que cada cópia seja única e ressalte a importância de cada um dos que acreditam em nosso propósito.

A música deve estar junto das pessoas, fazer parte da vida de cada um de nós como sempre Fez, essa é nossa prioridade no momento, devolver as canções ao povo, devolver tudo isso pra rua, tudo que faz parte deste projeto foi confeccionado por mim e por minha família para baratearmos os custos e conseguirmos colocar este trabalho na rua com o preço mais acessível que der. Cada cd é numerado como prova da exclusividade do material, cada capinha é carimbada e dobrada e colada manualmente para transmitirmos o Maximo de nossa energia aos que nos derem um voto de confiança e levarem este cd para suas casas.

São letras escritas a alguns anos, que resolvi não alterar para ‘melhoralas’ por respeitar o momento em que foram escritas. Foram tantas idas e vindas nesses anos, altos e baixos, risos, lagrimas, momentos... fomos a tantos lugares e esta copilação é o registro do que vi e vivi, realmente jamais imaginamos a dimensão que tudo isso tomaria, com base nisso nada mais justo do que manter nossa sinceridade como marca registrada e dizer que a maior verdade esta expressa em nossa capa, realmente pra quem já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe...

Obrigado a todos que adquiriram a mix tape, ouçam, divulguem, espalhem,mas antes de mais nada, sintam.

Atenciosamente,
Emicida"

Gravada entre o final de janeiro e o inicio de abril de 2009 nos estúdios Maria Fumaça por Filipe Tixaman e Bruno Pompeo, exceto "É nescessário voltar ao começo" gravada nos estudios timbre. Mixada por Felipe Vassão e Thiago Brancallião na Loud Produções. Arte por Emicida e Marcelo Lima

Cidadão

faixa 15
Composição: Emicida

Letra da música:

Os moleques frio no asfalto quente, igual eu
Tossindo e comentando sobre os amigos da gente que morreu
(Foi) Virou passado, por não tá mais presente
Igual os valor esquecido por não ter cifrão na frente
Mó friaca, tio, deixa eu botar meu moletom
Vendo os gambé zoando os que é menino bom
Ponho o boné e sigo na fé, nego nem óia
Atravesso a rua pois se passa perto móia
Trago no olhar a luz do poste fria, sem esperança
Me guia, teus holofote é que cria minha temperança
Mia as lembrança é trote, eu via
Que a nossa herança é um cobertor na calçada que ia envolvendo as criança
É embaçado, eu vou levar como carma
Meus vizinhos saber menos nome de livro que de arma
E a máquina que faz Bin Laden, trabalha a todo vapor
Solta na Babilônia, ensina a chamar rato de senhor
Nós tá na fila do emprego, mantimento, visita
Vive pra ser feliz e morre triste, ó que fita
As pessoas se esbarra, se olha, se cala
Não pede ou cobra desculpa, porque ninguém mais se fala (memo)
Joga lixo no chão, como se fosse um lugar ermo
Aí dá enchente, os mesmos reclamam do governo
Que não governa nada, tá nem pro mal nem pro bem
Ia governar como, se aqui ninguém ouve ninguém?
Minha cidade trampa 24 horas por dia
Os que não morrer de tédio, morre de asfixia
A CIA monitora isso que cê faz agora
Mas não interfere, só fere, o pai da criança que chora
Nosso sofrimento dá prêmio pra quem se esconde em bairro nobre
Tô cheio disso, igual as cadeias é cheias de pobre
Cidadania onde? Nós cuspiu na lei de Gandhi
É quente memo, cidadão é uma cidade grande