Emicida

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6 dias atrás

Carta postada em 30/01/2012 no site Letters of Note ( “Cartas Dignas de Nota”, link do post: http://www.lettersofnote.com/2012/01/to-my-old-master.html ), que publica cartas, cartões postais, telegramas, faxes e outros enviados por leitores ou resgatados em arquivos públicos.

Em agosto de 1865, um tal Coronel P.H. Anderson, de Big Spring, Tennessee (estado no sul dos EUA, um dos berços do blues e do rock, de onde saíram Elvis, Johnny Cash, Carl Perkins e outros) escreveu a Jourdon Anderson, seu ex-escravo, pedindo que ele voltasse a trabalhar na sua fazenda. Jourdon — que havia se emancipado e vivia em Ohio (região centro-oeste dos EUA), onde encontrara trabalho remunerado e agora sustentava sua família — respondeu de forma espetacular por meio da carta abaixo (a qual, de acordo com jornais da época, ele ditou).

Não deixem de ler até o final.

UPDATE: Visite o Kottke ( http://kottke.org/12/02/what-happened-to-the-former-slave-that-wrote-his-old-master ) para uma breve e bela atualização sobre os anos seguintes de Jourdon e sua família. Fonte: O Livro dos Homens Livres (The Freedmen's Book); Imagem: grupo de escravos fugitivos na Virginia em 1862, cortesia da Biblioteca do Congresso dos EUA.

* * *

Dayton, Ohio,

7 de agosto de 1865

Ao meu antigo senhor, Coronel P.H. Anderson. Big Spring, Tennessee

Senhor: Recebi sua carta e fiquei feliz ao saber que não se esqueceu de Jourdon, e que deseja que eu volte a viver com o senhor, prometendo-me uma vida melhor do que qualquer outro possa oferecer. Temi pelo senhor diversas vezes. Achei que os ianques (soldados federalistas durante a Guerra Civil estadunidense) já o tivessem enforcado por abrigar rebeldes em sua casa. Acredito que eles nunca ficaram sabendo sobre a vez em que o senhor foi à casa do Coronel Martin matar o soldado da União que fora abandonado por seu pelotão no estábulo dele. Embora o senhor tenha atirado em mim duas vezes antes que eu fosse embora, eu não gostaria de ouvir que o senhor foi ferido, e estou feliz de que ainda esteja vivo. Gostaria muito de voltar ao meu querido lar antigo e ver a senhorita Mary, e as senhoritas Martha, Allen, Esther, Green e Lee. Mande minhas saudações a todas elas, e diga-lhes que espero nos encontrarmos novamente na Glória, senão neste mundo. Eu teria voltado para revê-las enquanto trabalhei no Hospital de Nashville, mas um dos vizinhos me disse que Henry tinha a intenção de me matar caso me visse.

Gostaria de saber exatamente qual é essa “boa chance” que o senhor me oferece. Tenho levado a vida razoavelmente bem aqui. Ganho 25 dólares por mês, mais alimentação e roupas;

tenho uma casa confortável para a Mandy — as pessoas a chamam de senhora Anderson —, e as crianças — Milly, Jane e Grundy — vão à escola e estão aprendendo bastante. A professora diz que o Grundy tem jeito de pregador. Todos vão à escola dominical, e Mandy e eu vamos à igreja regularmente. Somos tratados com educação. Às vezes ouvimos alguém cochichar “Aquele povo de cor era escravo no Tennessee”. As crianças ficam tristes quando ouvem comentários assim, mas eu digo a elas que não era vergonha alguma no Tennessee pertencer ao Coronel Anderson. Muitos escurinhos ficariam orgulhosos, como eu ficava,

em chamá-lo de senhor. Assim, se o senhor me responder dizendo qual será a minha remuneração, terei melhores condições de decidir se o retorno me seria vantajoso.

Com relação à minha liberdade, a qual o senhor diz que posso ter, não há o que ser conquistado nesse quesito, já que recebi minha carta de alforria em 1864 do superintendente- chefe geral do departamento de Nashville. Mandy diz ter receio de voltar sem alguma prova de que o senhor estaria disposto a nos tratar com justiça e educação; e decidimos pedir uma prova de sua sinceridade requisitando que nos mande nossa remuneração pelo tempo em que o servimos. Isso nos fará esquecer e perdoar antigas questões, e confiar na sua justiça e amizade no futuro. Eu o servi fielmente durante 32 anos, e Mandy durante 20 anos. A 25 dólares por mês para mim, e dois dólares por semana para Mandy, nossos

rendimentos somariam 11.680 dólares. Adicione a isso os juros pelo tempo em que nossos rendimentos ficaram retidos, e subtraia o que o senhor gastou com roupas conosco, mais três consultas médicas para mim e uma extração dentária para Mandy, e o total dirá o quanto nos é justamente devido. Por favor, envie o dinheiro via Adams's Express, aos cuidados de V. Winters, advogado, em Dayton, Ohio. Caso o senhor falte em nos remunerar por serviços realizados de boa-fé no passado, teremos pouca confiança em suas promessas para o futuro.

Confiamos que o bom Criador tenha lhe aberto os olhos para os erros que o senhor e os seus antepassados cometeram para comigo e os meus antepassados, ao fazer-nos labutar para os senhores por gerações sem recompensa. Aqui, recebo meu pagamento todo sábado à noite, mas no Tennessee nunca havia dia do pagamento para os negros, como não havia para os cavalos e as vacas. Certamente chegará o dia de acerto de contas para aqueles que fraudaram os trabalhadores de seu salário.

Ao responder a esta carta, por favor diga se haveria alguma segurança para minha Milly e minha Jane, que já estão crescidas, e são ambas belas meninas. O senhor sabe o que aconteceu com as pobres Matilda e Catherine. Eu preferiria ficar aqui e passar fome — e morrer, se fosse o caso — a sujeitar minhas meninas à vergonha por meio da violência e perversidade de seus jovens senhores. O senhor também por favor nos diga se foi inaugurada alguma escola para crianças de cor em sua vizinhança. O grande desejo da minha vida agora é dar educação aos meus filhos, e vê-los desenvolver hábitos virtuosos.

Diga olá a George Carter, e agradeça a ele por tirar o revólver da sua mão enquanto o senhor atirava em mim.

Do seu antigo servo,

Jourdon Anderson.

 

(Tradução de Mateus Potumati)

9 dias atrás

 

muito felizes por poder tocar na argentina!!

 

a rua é nóiz

aproximadamente 1 mês atrás

 

(carta do Anonymous para a Otan, via caderno link, Estadão)

 

“Em uma recente publicação, vocês destacaram o Anonymous como ameaça ao ‘governo e ao povo’. Vocês também alegaram que sigilo é ‘um mal necessário’ e que transparência nem sempre é o caminho certo a seguir.

O Anonymous gostaria de lembrá-los que o governo e o povo são, ao contrário do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas com objetivos e desejos conflitantes, às vezes. A posição do Anonymous é a de que, quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é a vontade do povo que deve prevalecer.  A única ameaça que a transparência oferece aos governos é a ameaça da capacidade de os governos agirem de uma forma que as pessoas discordariam, sem ter que arcar com as consequências democráticas e a responsabilização por tal comportamento.

Seu próprio relatório cita um perfeito exemplo disso, o ataque do Anonymous à HBGary (empresa de tecnologia ligada ao governo norte-americano). Se a HBGary estava agindo em nome da segurança ou do ganho militar é irrelevante – suas ações foram ilegais e moralmente repreensíveis. O Anonymous não aceita que o governo e/ou  os militares tenham o direito de estar acima da lei e de usar o falso clichê da ‘segurança nacional’ para justificar atividades ilegais e enganosas. Se o governo deve quebrar as leis, ele deve também estar disposto a aceitar as consequências democráticas disso nas urnas. Nós não aceitamos o atual status quo em que um governo pode contar uma história para o povo e outra em particular. Desonestidade e sigilo comprometem completamente o conceito de auto governo. Como as pessoas podem julgar em quem votar se elas não estiverem completamente conscientes de quais políticas os políticos estão realmente seguindo?

Quando um governo é eleito, ele se diz ‘representante’ da nação que governa. Isso significa, essencialmente, que as ações de um governo não são as ações das pessoas do governo, mas que são ações tomadas em nome de cada cidadão daquele país. É inaceitável uma situação em que as pessoas estão, em muitos casos, totalmente não cientes do que está sendo dito e feito em seu nome – por trás de portas fechadas.

Anonymous e Wikileaks são entidades distintas. As ações do Anonymous não tiveram ajuda nem foram requisitadas pelo WikiLeaks. No entanto, Anonymous e WikiLeaks compartilham um atributo comum: eles não são uma ameaça a organização alguma – a menos que tal organização esteja fazendo alguma coisa errada e tentando fugir dela.

Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar qualquer nação.

Nós apenas queremos tirar o poder investido e dá-lo de volta ao povo – que, em uma democracia, nunca deveria ter perdido isso, em primeiro lugar.

O governo faz a lei. Isso não dá a eles o direito de violá-las. Se o governo não estava fazendo nada clandestinamente ou ilegal, não haveria nada ‘embaraçoso’ sobre as revelações do WikiLeaks, nem deveria haver um escândalo vindo da HBGary. Os escândalos resultantes não foram um resultado das revelações do Anonymous ou  do WikiLeaks, eles foram um resultado do conteúdo dessas revelações. E a responsabilidade pelo conteúdo deve recair somente na porta dos políticos que, como qualquer entidade corrupta, ingenuinamente acreditam que estão acima da lei e que não seriam pegos.

Muitos comentários do governo e das empresas estão sendo dedicados a “como eles podem evitar tais vazamentos no futuro”. Tais recomendações vão desde melhorar a segurança, até baixar os níveis de autorização de acesso a informações; desde de penas mais duras para os denunciantes, até a censura à imprensa.

Nossa mensagem é simples: não mintam para o povo e vocês não terão que se preocupar sobre suas mentiras serem expostas. Não façam acordos corruptos que vocês não terão que se preocupar sobre sua corrupção sendo desnudada. Não violem as regras e vocês não terão que se preocupar com os apuros que enfrentarão por causa disso.

Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso, tentem ter só um rosto – um honesto, aberto e democrático.

Vocês sabem que vocês não nos temem porque somos uma ameaça para a sociedade. Vocês nos temem porque nós somos uma ameaça à hierarquia estabelecida. O Anonymous vem provando nos últimos que uma hierarquia não é necessária para se atingir o progresso – talvez o que vocês realmente temam em nós seja a percepção de sua própria irrelevância em uma era em que a dependência em vocês foi superada. Seu verdadeiro terror não está em um coletivo de ativistas, mas no fato de que vocês e tudo aquilo que vocês defendem, pelas mudanças e pelo avanço da tecnologia, são, agora, necessidades excedentes.

Finalmente, não cometam o erro de desafiar o Anonymous. Não cometam o erro de acreditar que vocês podem cortar a cabeça de uma cobra decapitada. Se você corta uma cabeça da Hidra, dez outras cabeças irão crescer em seu lugar. Se você cortar um Anon, dez outros irão se juntar a nós  por pura raiva de vocês atropelarem que se coloca contra vocês.

Sua única chance de enfrentar o movimento que une todos nós é aceitá-lo. Esse não é mais o seu mundo. É nosso mundo – o mundo do povo.

Somos o Anonymous.

Somos uma legião.

Não perdoamos.

Não esquecemos.

Esperem por nós…”

 

(só faltou um "a rua é nóiz")

aproximadamente 1 mês atrás

 

Dá uma "oiada" lá depois...

(capa de jornal ein? rs)

a rua é nóiz

aproximadamente 1 mês atrás

 

Recebi este texto por email, achei bacana compartilhar aqui, não sei quem é o autor ( corrente é foda )

A corrida dos sapinhos

Era uma vez uma corrida de sapinhos. Eles tinham que subir uma grande torre e, atrás havia uma multidão, muita gente que vibrava com eles.

- Começou a competição. A multidão dizia: Não vão conseguir, não vão conseguir!

Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que continuava subindo. - E a multidão continuava a aclamar: Vocês não vão conseguir, vocês não vão conseguir, e os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia tranqüilo, sem esforços.

Ao final da competição, todos os sapinhos desistiram, menos aquele. 

Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar até o fim, descobriram que ele era surdo.

Conclusão: Quando a gente quer fazer alguma coisa que precise de coragem, não deve escutar as pessoas que falam que você não vai conseguir. Seja surdo aos apelos negativos.

 

a rua é nóiz

aproximadamente 1 mês atrás

Lembro-me quando nos mudamos para o [bairro do] Cachoeira. Foram anos até conseguir ter um terreno para construir nossa casa. Detalhe: já havíamos passado por diversas situações de luta por um cantinho pra morar, lembro-me vagamente - na época ainda era um bebê - do que acabou por dar origem a bairros como a parte de cima da Ataliba, Filhos da Terra, o Pombal do Jaçanã, entre outros. Lembro dos acampamentos, das noites sob a lona preta, entre as cordas, sonhando que era ali que moraríamos, daquele dia em diante. Lembro de passeatas para Brasília, na qual minha mãe tinha que nos deixar sozinhos em casa e ir “pro front”, junto a nossos companheiros que também não tinham onde morar. A luta sempre foi uma constante para nós.

Mesmo após anos, mudando para o Cachoeira, com poucos meses na nova moradia, recebemos uma ordem de despejo, uma notificação, que dizia que em 15 dias todas as casas estariam no chão. Imagine-se recebendo uma carta da prefeitura após anos batalhando para construir sua casa, dizendo que eles estão chegando em 15 dias para a demolição? Desespero total, reuniões na recém-formada Associação de Moradores, enfim: sem informações ou meios a recorrer, abandonamos o local e fomos morar de favor na casa da família do meu padrasto. Minha mãe temia por nossas vidas, pois existia uma história de que na última desapropriação próxima das Furnas, muitos anos atrás, uma casa foi demolida com uma moradora ainda dentro que faleceu no desabamento. Coisa que ninguém duvidava devido ao fato de conhecermos a brutalidade dos braços da prefeitura/governo que se aproximam do povo. 

Voltamos a morar no Cachoeira, todos os moradores voltaram, aos poucos, numa decisão unânime de lutar por seu lugar. Retornamos, vimos nossas casas demolidas, as refizemos com madeirite, ganhando a "cara" de favela. Água e luz irregulares, sem esgoto, e te falo: não acabou ali não. Foram inúmeras as vezes em que fizemos vigílias temendo que ateassem fogo ou roubassem nossos barracos, cordões humanos para que o mínimo de saneamento básico chegasse, pneus queimados parando a rodovia Fernão Dias contra a falta de segurança para os transeuntes que precisavam cruzá-la... Nada nunca foi noticiado, sofremos e lutamos em silêncio e, sempre, dali em diante passei a pensar em quantas famílias viviam as mesmas situações…

Hoje, vi a  fotografia dos moradores de uma região conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, São Paulo, e resolvi falar sobre isto, pois a história é cíclica, e ocorre em muitos cantos do nosso Brasil sem noticiamento algum e com desdobramentos mais violentos - vide as histórias recentes da criança indígena queimada por madeireiros, da marinha desrespeitando os quilombolas, veja o caso da Favela do Moinho em SP, incendiada criminalmente às vésperas do Natal, o projeto Nova Luz que visa desapropriar a região do centro para inserir nela “mais vida”. Estes são apenas alguns dos casos de maior repercussão midiática. Se formos estudar a fundo, realmente entramos no balanço da reforma agrária do ano que se passou e nos deparamos com outros inúmeros casos tristes de povos ribeirinhos/quilombolas/tradicionais que perdem suas comunidades em nome da especulação imobiliária, obras da Copa e tantos outros mega-projetos que tem ocorrido por aqui.

Senti orgulho de ver nossos irmãos no front e tristeza pela situação em si, que ainda muito se repetirá por nosso país. Meu desejo com este texto e com estas palavras, é enviar-lhes força, pois partilhamos do mesmo sonho, um Brasil sem desigualdade social, onde não exista tanta terra na mão de tão pouca gente, um país onde os mais pobres não tenham que pagar com o que não tem, pelas ideias bilionárias de quem pouco se importa com quantas vidas serão destruídas pela construção dos alicerces de seus edifícios. E ainda chamam isto de progresso! Na verdade até é: o termo progresso possui uma conotação ambígua, o que nos resta é lutar para que o termo possa ser empregado mais vezes com um sentido positivo.

Esta semana, coincidentemente, recebi o email de um companheiro do MST que me enviou a letra de “Num É Só Ver”, dizendo como esta letra trabalhava o tema com perfeição. Sincronicidade é foda! Nossos corações estão ligados a um mesmo sonho, a uma mesma luta, é involuntário que nossas poesias sejam um espelho disto.

Muito amor e todo apoio ao povo do Pinheirinho.

A rua é nóiz.

Emicida


Num é só ver

(Rael da Rima/ Emicida)

"Empresários perdem milhões
Pobres acham, devolvem
Barões matam nações
Que se refazem, se movem
Manipulam informações
Fodem!
Grandes populações
Que não se envolvem
Trancados em mansões
É, eles podem
Seguros das monções
Oh right, no problem
Epidemias, liquidações
Dormem pessoas simples nos barracões
Orem
Calam manifestações
Olhem
Por cifras, com vidas
Não estranhe que joguem
Atrás de notícias compradas
Se escondem
Sem dó tiram comida
De outro homem
Artistas fazem rir
Presidentes fazem chorar
Tiros são barulhentos
Mas não impedem de escutar
O canto dos que lutam pelo povo
Sempre vivo
Gente louca faz música
Gente séria explosivo".

aproximadamente 1 mês atrás

Shock Maravilha

2 meses atrás

boas festas!

 

são os votos da Laboratório Fantasma a todos!!

a rua é nóiz

2 meses atrás

 

Compacto Petrobrás.

2 meses atrás

Emicida

... Em março de 2012, o rapper Emicida vai deixar o microfone um pouco de lado para se dedicar às câmeras pela primeira vez.

O MC paulistano atuará em "Meu Tempo É Agora" (título provisório), longa de ficção sobre a história de amizade de Marcelo D2 e Skunk --fundadores do Planet Hemp-- quando ainda eram jovens camelôs no Rio... (Folha de São Paulo)

a rua é nóiz.